7.6.04

Dia 1

Toh cançado de editar isso depois eu termino.
Eu não intendi direito como acordei, tava meio bebado ainda, meio estranho, meio errado. Era aquele inicio de porre que você não sabe que tá de porre, tudo a sua volta tah na sua frente te disendo que tu se fudeu, mas tem aquele primeiro minuto que você não sabe. você não sabe que tah de porre você não sabe que tah coberto de vomito, não sabe que tah usando ropa de mulher, não sabe nem quem você eh nem que essa coisa estranha presa entre seus dentes eh um pedaço de merda. Mas tem uma coisa que você sabe, que sempre que você acorda de um porre você sabe. "Caralho eu tenho que mijar." Foi isso que eu fiz, eu levantei pus o pau pra fora e comecei a mijar, foi uma mijada boa, demorada, deve ter durado uns 30 segundos, foi exatamente o tempo necessario pro porre bater. Foi no milesimo de segundo que a ultima gota de mijo caia no chão que eu abri os olhos e vi todo o chaos que estava a minha volta. Era tanta coisa que eu nem acreditei, pensei que tivessem me dado acido escondido e que eu tava numa puta de uma onde nojenta, mas todas as dores que eu comecei a sentir me diseram que não. Que eu tava ali naquele quarto fudido cercado de todas as merdas que eu tinha feito na noite anterior. Larguei meu corpo e me deixei cair no chão. Me deixei, pra ser educado, porque eu praticamente desmaiei. Cai em algo estranho, mole, parecia um balão de agua ou uma bola de futebol muito murcha. Só que tinha pelo. Olhei entre minhas pernas e vi aqueles olhos negros vazios puxados para fora do lugar, seu rosto distorcido me apaziguo um poco, parecia ter saido de um filme do Clive Baker. Eu odiava o cachorro. Foi um presente de aniversario pra puta da minha irmãsinha. Ela encheu tanto o saco porque queria a merda do cachorro. Em um mes o cachorro ja estava maior que ela, ela disia que queria que ele morrese porque tinha medo dele. Meus pais gostaram dele então ele fico, mas eu odiava aquele cachorro que soh me lembrava da merda daquela puta, latindo a noite inteira. Foi nessa hora, caido no chão sentado em cima da porra do cachorro da minha irma que eu percebi, eu percebi que olhando aquilo tudo, depois de saber tudo que eu tinha feito na noite anterior eu não sabia o que eu tinha feito. não sei o que me deu mais raiva o fato de que eu ia tar fudido quando minha mãe chegasse de viajem ou fato de eu não poderia me lembrar de ter tido a coragem de fazer tudo que eu sempre quis. Meu celular começo a apitar. Ele começa baxinho e depois começa a berrar. ainda tava baicho eu me levantei pra procurar sem saber da onde vinha o barulho ainda estava muito baixo o apito. tive nojo de mecher nas coisas, tudo fedia, eu tinha uma mistura de vontade de vomitar, de rir e de chorar. e a porra do celular ficando mais alto. puto que o pariu tudo humido e coberto de secreções duvidosas, eu tinha medo de levantar qualquer coisa porque o que tinha embaixo dela poderia ser 10 vezes pior. não dava pra ver nenhuma parte do meu chão ele estava completamente coberto, e meu pe grudando em umas folhas que estavam espalhadas pelo chão. O celular agora apitava num som mais audivel e eu com dor em todas as partes do corpo olhando de um lado para outro procurando da onde vinha, aquela musica irritante do bethoven motzart ou algum otro daqueles viadinho que fazia musica antigamente aumentando mais e mais minha dor de cabeça. foi quando eu pisei em algo quente, queimando meu peh eu percebi onde tava meu celular, eu tinha pisado numa vela, e meu celular tava do lado do meu computador de baixo de alguma peça de roupa não tive muita certeza do que era mas sabia que num era meu, era meio roxo meio rosa meio preto. a essa hora meu celular jah berrava e eu percebi duas coisas que horrivelmente levavam a mesma conclusão, eu odiava musica classica, os despertadores daqui de casa soh tocam nos dias da semana, era segunda feira e o telefone apitando era da minha mãe.

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