dois
poisé...
tava realmente empolgado. pensando nisso enquanto jantava mas o fato disso não ser uma ideia muito original em desmotiva. fiz dois mini-textinhos, o segundo eu queria que fosse abertura pra outro, mas num vo continuar, como tudo que faço...
1
A menos que você tenha dois anos ou não seja ser humano você vai entender, você vai reconhecer aquela sensação de pura raiva que baixa na gente. Quando agente levanta e tem de destruir tudo a nossa volta nos revoltamos. Como todas as emoções, como tudo que sentimos, a explicação é simples: hormônios liberados no cérebro. São estes os culpados por alegria, tristeza, angustia, sofrimento, e raiva. Como todo hormônio podemos controlar a produção dele alterando os gens. Supomos que seja possível obter a felicidade eterna o puro êxtase, simples como uma pílula, seria só modificar o gen e fazer ele produzir o hormônio constantemente, o antidepressivo mais poderoso, a droga mais eficiente. O que há de errado nisso? E se alguns chipanzés fossem usados no processo não valeria a pena? Você não faria?
O grande problema, é que como o amor e o ódio. A felicidade e a raiva estão muito ligados. O que aconteceu foi simples. Exatamente o contrario do que queríamos. Depois que fizemos foi tarde de mais, a droga estava no sangue, na saliva, não era mais uma droga, era um gen, mutado, um vírus, que modificava os outros gens em segundos, em menos de um minuto as neurotoxinas que fazem um ser humano ficar puto, ficam mais de 50 vezes mais alto do que o normal em um ser humano. O resultado é puro e simples um estado permanente de estar puto! Como eu disse se você não tem dois anos... ou até tendo, sua mãe tiro sua chupeta, você chora você morde, os hormônios afogam seu cérebro e você fica puto, não pensa me mais, nada.
Foi essa a origem do desastre. Na verdade eu não queria ganhar dinheiro, não queria ficar famoso, não queria ajudar a população, a ajudar os adolescentes deprimidos. Eu fui egoísta, eu queria ser feliz, eu queria poder me olhar no espelho e não ver o rosto do meu irmão, eu queria poder dormir sem chorar.
2
Eu me lembro da primeira vez que fui pescar com meu pai, ele falou que íamos pescar e pegar peixes gigantescos no rio. Eu estava tão feliz que não dormi nem por um minuto na noite anterior, fiquei olhando pro teto e imaginando os peixes, de tamanhos e cores e formatos variados. Me via tirando os do rio e jogando-os pro alto brincando com eles, eles seriam meus amigos.
No dia seguinte fomos lá, montamos uma barraca, depois preparamos o equipamento e fomos pra beira do rio. Não lembro minha idade mas era novo. Estava eu sentado numa pedra com minha vara mirim ao lado de meu pai. Eu lembro que olhava pra ele com olhos esbugalhados, adimirando-o. Ai minha vara começou a tremer era um peixe estava tão animado, meu pai gritava comigo, me incentivado, eu não sabia o que fazer, ele ia me ensinar a pescar olhando ele, não pensou que eu pegaria um peixe primeiro. Só o que pude fazer foi levantar com o anzol na mão e sair correndo levado a linha junto. Meu pai caiu na gargalhada, depois de ver o peixe pulando na pedra, eu larguei a vara e voltei correndo. Nunca tinha ficado tão feliz na minha vida, tinha pegado um peixe. Um peixe! Cheguei até o peixe e fui querendo tirar a linha pra ver se podia jogar ele pro alto ou sei lá. O que aconteceu foi que eu cortei minha mão no anzol, começou a sangrar e doía pra caramba. Eu peguei o peixe e joguei ele no chão, foi a maior decepção da minha vida, queria um amigo, e acabei sentindo uma dor maior que já havia sentido minha vida toda. Como podia, meu amigo, me machucar assim. Eu odiava aquele peixe naquele momento. Sentia raiva por ele. E isso foi se acumulando. O peixe no chão balançando aquele corpinho molenga, com aqueles olhos vazios olhando pro infinito. Não chorei, gritei, como nunca tinha antes, esvaziei meus pulmões em algo que meu pai descreve pra mim hoje como desumano. Levantei meu pé e pisei no peixe com todo meu peso, e com toda minha ira, não pareceu afetar ele, mas isso não fazia diferença pra mim, nada fazia, o peixe pra mim já não era um peixe, não era nada. Peguei ele pelo rabo e fui correndo em direção a pedra, martelei com a cabeça dele na pedra, varias vezes, de novo, e de novo, e de novo. Insistia. Bati até que a cabeça dele foi destroçada e não houvesse mais com o que bater.
Depois me acalmei, o resto não importa, mas naquele momento eu não era humano, era pura raiva, puro ódio, não pensava, só descarregava e descarregava. É isso que vejo quando olho pra eles. Um menininho que não consegue parar de descarregar sua raiva. Como se estivessem presos neste momento. É assim que acho que me sentiria se me fosse um deles. Eles. Aquilo. Aquelas coisas. Não são humanas. São lapsos de puro ódio.
O Crepúsculo da Humanidade
Felipe S. Faria
Até que tudo faz sentido.
Parei aqui, o sentido seria fazer um historia parecido com exterminio mas diferente, e no final chegar a conclusão que seria um belo fim para a humanidade, como um crepusculo, que é lindo, mas não deixa de ser o fim. Mas enfim eu nunca teria saco pra isso, quero mesmo é voltar a escrever de desmembramentos carnicais... mas... num sei quando vou voltar a fazer isso naum.
tava realmente empolgado. pensando nisso enquanto jantava mas o fato disso não ser uma ideia muito original em desmotiva. fiz dois mini-textinhos, o segundo eu queria que fosse abertura pra outro, mas num vo continuar, como tudo que faço...
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A menos que você tenha dois anos ou não seja ser humano você vai entender, você vai reconhecer aquela sensação de pura raiva que baixa na gente. Quando agente levanta e tem de destruir tudo a nossa volta nos revoltamos. Como todas as emoções, como tudo que sentimos, a explicação é simples: hormônios liberados no cérebro. São estes os culpados por alegria, tristeza, angustia, sofrimento, e raiva. Como todo hormônio podemos controlar a produção dele alterando os gens. Supomos que seja possível obter a felicidade eterna o puro êxtase, simples como uma pílula, seria só modificar o gen e fazer ele produzir o hormônio constantemente, o antidepressivo mais poderoso, a droga mais eficiente. O que há de errado nisso? E se alguns chipanzés fossem usados no processo não valeria a pena? Você não faria?
O grande problema, é que como o amor e o ódio. A felicidade e a raiva estão muito ligados. O que aconteceu foi simples. Exatamente o contrario do que queríamos. Depois que fizemos foi tarde de mais, a droga estava no sangue, na saliva, não era mais uma droga, era um gen, mutado, um vírus, que modificava os outros gens em segundos, em menos de um minuto as neurotoxinas que fazem um ser humano ficar puto, ficam mais de 50 vezes mais alto do que o normal em um ser humano. O resultado é puro e simples um estado permanente de estar puto! Como eu disse se você não tem dois anos... ou até tendo, sua mãe tiro sua chupeta, você chora você morde, os hormônios afogam seu cérebro e você fica puto, não pensa me mais, nada.
Foi essa a origem do desastre. Na verdade eu não queria ganhar dinheiro, não queria ficar famoso, não queria ajudar a população, a ajudar os adolescentes deprimidos. Eu fui egoísta, eu queria ser feliz, eu queria poder me olhar no espelho e não ver o rosto do meu irmão, eu queria poder dormir sem chorar.
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Eu me lembro da primeira vez que fui pescar com meu pai, ele falou que íamos pescar e pegar peixes gigantescos no rio. Eu estava tão feliz que não dormi nem por um minuto na noite anterior, fiquei olhando pro teto e imaginando os peixes, de tamanhos e cores e formatos variados. Me via tirando os do rio e jogando-os pro alto brincando com eles, eles seriam meus amigos.
No dia seguinte fomos lá, montamos uma barraca, depois preparamos o equipamento e fomos pra beira do rio. Não lembro minha idade mas era novo. Estava eu sentado numa pedra com minha vara mirim ao lado de meu pai. Eu lembro que olhava pra ele com olhos esbugalhados, adimirando-o. Ai minha vara começou a tremer era um peixe estava tão animado, meu pai gritava comigo, me incentivado, eu não sabia o que fazer, ele ia me ensinar a pescar olhando ele, não pensou que eu pegaria um peixe primeiro. Só o que pude fazer foi levantar com o anzol na mão e sair correndo levado a linha junto. Meu pai caiu na gargalhada, depois de ver o peixe pulando na pedra, eu larguei a vara e voltei correndo. Nunca tinha ficado tão feliz na minha vida, tinha pegado um peixe. Um peixe! Cheguei até o peixe e fui querendo tirar a linha pra ver se podia jogar ele pro alto ou sei lá. O que aconteceu foi que eu cortei minha mão no anzol, começou a sangrar e doía pra caramba. Eu peguei o peixe e joguei ele no chão, foi a maior decepção da minha vida, queria um amigo, e acabei sentindo uma dor maior que já havia sentido minha vida toda. Como podia, meu amigo, me machucar assim. Eu odiava aquele peixe naquele momento. Sentia raiva por ele. E isso foi se acumulando. O peixe no chão balançando aquele corpinho molenga, com aqueles olhos vazios olhando pro infinito. Não chorei, gritei, como nunca tinha antes, esvaziei meus pulmões em algo que meu pai descreve pra mim hoje como desumano. Levantei meu pé e pisei no peixe com todo meu peso, e com toda minha ira, não pareceu afetar ele, mas isso não fazia diferença pra mim, nada fazia, o peixe pra mim já não era um peixe, não era nada. Peguei ele pelo rabo e fui correndo em direção a pedra, martelei com a cabeça dele na pedra, varias vezes, de novo, e de novo, e de novo. Insistia. Bati até que a cabeça dele foi destroçada e não houvesse mais com o que bater.
Depois me acalmei, o resto não importa, mas naquele momento eu não era humano, era pura raiva, puro ódio, não pensava, só descarregava e descarregava. É isso que vejo quando olho pra eles. Um menininho que não consegue parar de descarregar sua raiva. Como se estivessem presos neste momento. É assim que acho que me sentiria se me fosse um deles. Eles. Aquilo. Aquelas coisas. Não são humanas. São lapsos de puro ódio.
O Crepúsculo da Humanidade
Felipe S. Faria
Até que tudo faz sentido.
Parei aqui, o sentido seria fazer um historia parecido com exterminio mas diferente, e no final chegar a conclusão que seria um belo fim para a humanidade, como um crepusculo, que é lindo, mas não deixa de ser o fim. Mas enfim eu nunca teria saco pra isso, quero mesmo é voltar a escrever de desmembramentos carnicais... mas... num sei quando vou voltar a fazer isso naum.

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